Sábado, 18 de Abril de 2009

2008-01-03-Kari-Rangitoto

Um pouco de cultura:

Rangitoto é uma ilha vulcânica, reserva ecológica administrada pelo DOC (Department of Coservation). Surgiu há 600 anos quando uma série de explosões fez com que a ilha de Rangitoto erodisse do mar. Ela fica na baía de Auckland e conseguimos vê-la de várias partes da cidade.

Há mais de 200 espécies de plantas nativas, incluindo 40 espécies de fern, planta símbolo da Nova Zelândia e parente da nossa samambaia. Ninguém mora na ilha, mas no início do século vinte as pessoas iam para lá veranear.

Tamanho: 260 m de altura e 5,5 km de largura.
Volume da lava: 2.300 milhões de metros cúbicos (equivale a 468.000 piscinas olímpicas!).

Rangitoto significa “céu sangrento” em Maori, vem da frase “Te Rangi i totongia a Tamatekapua” (o dia que o sangue de Tamatekapua foi derramado), que é uma referência ao um chefe que foi ferido em uma batalha em Rangitoto.

Paga-se NZ$25.00 para ir de barco até lá. E essa é uma boa pedida para quem quer economizar dinheiro e conhecer a baía de Auckland. Você não precisar fazer nenhum cruise, porque só de ir do pier para Rangitoto, você tem um passeio de barco incrível!

Há também excursões, mas nem precisa pagar mais caro por isso, porque é tudo tão bem sinalizado e a ilha é relativamente pequena. A não ser que você prefira ir de trenzinho até o topo do vulcão... Se não... É só pegar um mapinha onde você comprou o seu ticket do ferry e começar a andar!


A caminhada é leve, apesar de ser subida até o topo do vulcão. O caminho é fácil (feito do rio de lava que desceu por aqui algum dia) e é bem sinalizado. Algumas partes tem até boardwalk com banquinhos para descansar! Você precisa ir preparado com água e lanche, porque não existe absolutamente nada para comprar por aqui. Nem souvenir! Dá para acreditar? Nenhuma camiseta com “I went to Rangitoto and I survived”!

Você não pode deixar de subir até o topo para ver a vista da baía de Auckaland (summit lookout) e as cavernas feitas de lava (lava caves)! A vista é breathtaking, mesmo com o tempo ruim... Ah! Choveu um pouco e quando chove é um problema, porque não tem abrigo, apenas na base e no topo... Então tem de levar um casaco de chuva. E para friorentos com eu, é bom levar casaco e uma calça na mochila mesmo no verão. Na volta, esperando pelo barco, fez frio de bater os dentes e eu estava de shorts!

Ah! Por falar em “esperando pelo barco”... Cuidado para não perder a carona da volta! O último barco sai às 17:30 e ninguém recomenda dormir na ilha!! rsrsrs

Quanto às cavernas, me senti um pouco como o Tom Sawyer! Beto conhecia umas cavernas que estavam fora do roteiro dos turistas. Eu só entrei sem medo, porque ele me disse que viu um pai levando seus filhos para explorá-la. A gente tem de se abaixar bastante para entrar, mas logo em seguida você consegue ficar de pé. Um garotinho indiano viu a gente entrando e ficou curioso, mas com receio. Dei para ele o glow stick que uma galerinha adolescente, que brincava de caça ao tesouro por toda a ilha, me deu e ele se animou para entrar com a gente.

Essa luminária japonesa fazia parte da caça ao tesouro. Eu já havia visto outras coisas espalhadas pela ilha, como papel alumínio em árvores e comentei com Beto que não estava acreditando que as pessoas deixassem seus lixos aqui, porque eles são ecologicamente bem conscientes. Só depois fui entender que era um grupo de adolescentes (que Beto achou grandinhos demais para estarem brincando disso e eu achei simplesmente o máximo!!) brincando de caça ao tesouro por toda a ilha! Acho que eu olhei tanto, sorrindo para eles que uma das meninas passou por mim e me deu seus glow sticks (palitinhos que brilham no escuro) quando a caça ao tesouro dentro das cavernas acabou e saiu sorrindo para mim!

O que você deve levar:

Muita água, chapéu, protetor solar, lanche e ir com um bom sapato de caminhada (eu fui com aquela sapatilha que mais parece uma meia e fiquei com meus pés doendo!). Se quiser explorar as cavernas de lava, tem de levar uma lanterna (usamos o celular de Beto que vem com luzinha). E também é importante o casaco de chuva
, porque nunca se sabe...

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

2008-12-26 / 2009-01-26 Auckland

Passei uns dez dias em Auckland antes de pegar a estrada. É tão fácil andar em downtown Auckland que logo no meu primeiro dia, quando Beto me buscou no aeroporto, conheci todo o seu centro, passeando por sua rua principal, Queen Street, visitando o pier, subindo a Sky Tower, e até indo ao cinema assistir Twilight!

Queen Street

Pier
Sky Tower

Uma das coisas que eu mais gostei de fazer aqui foi comprar frutas (perfeitas e de diversas cores), fazer sanduíches e ir para um piquenique em algum parque para colocar a conversa em dia e depois tirar um cochilo!

Algumas das coisas que fiz e que me deixam com saudades:

Visitar o Auckland Museum, que eu achei fantástico,

Subir até a One Tree Hill,

Ir à praia em Takapuna,
Passear em Devonport,

Beber cervejas diferentes,

Fazer compras em lojas rock'n'roll e ir a supermercados cheios de caixas de cereais,


Comer biscoitos de Mrs. Higgins (oven fresh cookies que dá para sentir seu cheirinho pela Queen Street!),

Comer kebab, comida turca que parece um burrito,

Ir a um flea market,

Ver as flores do winter garden,

Ver filme no IMAX,

Ver Beto andando de skate no Victoria Park,
Ver os neozelandeses andando pelas ruas descalços,

Fazer mingau de aveia nos backpackers,

Ouvir os gritos do bungy jump,
Passear de barco vendo regatas coloridas,

Fazer programa de turista,

Ver Kiwi

Conhecer Kiwi
Comer Kiwi

Me aventurar literalmente, emocionalmente, espiritualmente e fisicamente. A Nova Zelândia foi tudo isso pra mim!

Domingo, 5 de Abril de 2009

NOVA ZELÂNDIA - INTRO

INTRODUÇÃO

Auckland, December 26th, 2008

Queria escrever no meu blog sobre a minha viagem para a Nova Zelândia, mas ou bem eu escrevia ou eu aproveitava o meu dia... Afinal, não estava sendo patrocinada por nenhuma revista ou rede de televisão!

Mas vamos ver o quanto eu consigo escrever neste caderno... e vamos ver se eu conseguirei transcrevê-lo para o meu blog um dia...

Salvador, April 5th, 2009

Bem, consegui digitar todo o meu diário de viagem. Irei postar esta introdução e depois colocarei os lugares que visitei por datas.

O POR QUÊ DA VIAGEM

Beto sempre quis experimentar a vida na Austrália ou na Nova Zelândia (Canadá foi descartado por causa do frio!). Depois que nos conhecemos (12/07/2000), ele quis experimentar comigo! Mas eu vinha com o pacote completo e Thiaguinho não estava muito feliz com essa idéia. Conseguimos convencê-lo a pelo menos experimentar. Eu também não havia comprado a idéia “à vista” sem nem querer saber o preço... Eu sabia que o preço a pagar era alto e quis pagar “à prazo”. Afinal, eu já estava há um tempo formada e com emprego na minha área, ganhando relativamente bem e exercendo um cargo importante.

O PLANO
Pagar à prazo significava que Beto iria na frente “sondar o território”, aperfeiçoar seu inglês, procurar emprego e, com tudo OK (casa, comida e roupa lavada rsrsrs), eu e Thiago iríamos para lá.


O plano era Beto sair em julho, dar um tempo em São Paulo e Minas para rever seus familiares e partir para o outro lado do mundo, para a terra do Senhor dos Anéis, e de Encantadora de Baleias. E lá se foi ele.


A SEPARAÇÃO

A separação foi muito difícil. Depois de oito anos dividindo a mesma cama e compartilhando as coisas do dia-a-dia, não é fácil ficar só, mesmo com a companhia de Thi, que sempre foi muito meu companheiro, e mesmo com a companhia de Letícia, Nala e Luan (nossos gatos).

O PLANO B

Skype, e-mails não estavam mais adiantando muito... A distância estava um saco! E quando Beto falou em continuar tentando, viajar para a ilha sul, estender seu visto por mais três meses, talvez ir pra a Austrália, ... Eu decidi que era a hora de fazer um a visita! Pra falar a verdade, ele nunca quis ir só, eu que achava arriscado demais, por causa de Thiago, e ele também já havia pedido para eu ir pra lá no Natal, mas o dinheiro que eu havia economizado era para ir de uma vez e não de férias. Só que os planos mudaram... Nosso prazo (janeiro) se esgotava, achar emprego na área sem o work permit não foi tão fácil quanto pensávamos e não dava mais para ficarmos longe um do outro! Acionamos o plano B, que era eu viajar para me encontrar com ele e voltarmos juntos! E aqui estou eu para contar um pouco sobre essa viagem...

A VIAGEM

Viajar para a Nova Zelândia não é para qualquer um (rsrsrs), principalmente saindo de Salvador! Acordei às 5h00 do dia 24/12/2008 (na noite anterior foi o Natal da minha família com o nosso tradicional amigo secreto), sai de casa às quinze para às seis, porque o meu vôo era às 8h30 e eu queria estar lá duas horas antes! Sei lá, época de Natal, fiquei preocupada em ter muita gente, mas só tinha eu na fila!

A ESPERA NO RIO

Cheguei no Rio às 10h20, mas por causa do horário de verão pulou para 11h20! Melhor para mim, porque meu próximo vôo (Rio de Janeiro – Buenos Aires) sairia umas sete horas depois, às 18h35. O que fazer durante tanto tempo? Eu sou bem tranqüila... Terminei meu Dom Casmurro (que eu amo!) e comecei Crepúsculo (romance adolescente, eu sei, mas não tenho vergonha nenhuma em admitir que eu adoro!), um lanchinho aqui, um window shopping ali, um soninho... Mas eu só relaxei mesmo depois do check in da Aerolíneas.

A ESPERA NOS AIRES

Não conheço e nem pude conhecer Buenos Aires ainda. Depois de três horas de viagem cheguei ao aeroporto da Argentina, às 21h30, e adivinha até que horas eu tive de esperar me vôo? Até às 2h30 da manhã... Mais umas cinco horinhas... e eu morta de sono e batendo os dentes de frio... Que ar condicionado frio deste aeroporto! Já tinha passado da metade do meu segundo livro, dormido um pouco e feito um lanche em um restaurante que parecia tão bacana, mas só tinha duas garçonetes! Demorei muito para ser atendida... Mas precisava garantir que não sentiria fome. Me falaram tão mal da Aerolíneas que eu já estava preocupada em passar fome no vôo.

O VÔO

Nas quatorze horas de Buenos Aires para a Nova Zelândia fomos servidos logo no início do vôo. Escolhi massa. Podem me chamar de louca, mas adoro comida de avião! Aquela badejinha, os flight attendants te servindo, mais uma bebidinha e... good night!

O FUSO

A diferença entre Salvador e Auckland é de dezesseis horas! Acrescente quatro horas e mude o turno! Se aí for de manhã, estaremos de noite, se vocês estiverem acordando, estaremos indo dormir! Dá para ficar confuso (por isso o nome é fuso rsrsrs!) e mais confuso ainda quando você está sobrevoando o pacífico, geleiras da Antártica e não sabe qual o horário que a sua companhia aérea está seguindo! Ficamos doze horas em jejum! Nada foi servido! Mas eu sou prevenida, eu havia levado um pacote de bolinhas de chocolate ao leite da Kopenhagen que eu fiz questão de dividir com alguns passageiros perto de mim. Só mais tarde, já quase chegando, serviram o café. Eu só pensava em “e se eu tivesse trazido Thiago?”. Bem, ninguém morreu por isso!

A CHEGADA

Saí às 2h30 da Argentina, quatorze horas depois seriam 15h30 em Salvador (por causa do horário de verão) e 7h30 em Auckland. Cheguei do outro lado do mundo! Então, às 7h30 passei tranquilamente pela imigração, mas estava preparada para tudo! Levei um dossiê provando que tinha carro, apartamento, filho, dinheiro no banco, carta-convite para ficar hospedada em Auckland, emprego, artões, euros, dólares, visto para os Estados Unidos, etc, etc. Para quem teve o visto de Thiago para os Estados Unidos negado e, não satisfeita, voltou para conseguir um, eu estava muito preocupada em entrar na Nova Zelândia... Mas o oficial perguntou apenas “first time in New Zealand?” e “What do you plan to do in 33 days?” Eu estava preparada com a minha listinha baixada na internet de “things to do in Auckland”, mas ele nem quis saber de quanto eu tinha, nem de onde eu ficaria hospedada e nem da vacinação contra a febre amarela! E passando dele e do raio X da minha mochila (pois é... nada de malas... só uma mochilinha!) encontrei Beto me esperando com uma flor e uma barba por fazer que me lembrou Jack de Lost... rsrsrs

Obs.: A NZ não pede visto de turista, apenas a comprovação de onde você vai ficar e se você tem NZ$1,000.00 por mês, mas é sempre bom ir preparado para comprovar vínculo com o Brasil.

O REENCONTRO

Depois de praticamente seis meses sem se ver, confesso que foi um pouco esquisito ver Beto. Um misto de saudade como timidez com estranheza... A gente ficou um bom tempo só se olhando, se pegando, se abraçando, se sentindo, se reconhecendo... Nem pude ir ao banheiro direito para não desgrudarmos! Ele estava me esperando com uma rosa amarela! Eu cheguei, procurei-o com os olhos, mas não conseguia vê-lo... Eu havia passado por ele, mas só ele me viu e veio andando ao meu lado sem que eu me desse conta da sua presença. Eu só sentia aquela agonia de “cadê ele?”. Até que ele apareceu!

BETO

Beto estava barbudinho e bonitão como Jack rsrsrs! Disse-me estar mais magro, mas eu o achei gostosinho como sempre! Acontece que tanto eu, quanto ele, engordamos muito nos meses que antecederam a mudança de Beto para cá. Acho que nós dois estávamos muito ansiosos... O nosso reencontro parecia um sonho! Várias vezes Beto me perguntava “você está aqui mesmo?” Eu me senti entrando em um mundo que não era o meu, mas que em dois dias eu já me sentia bastante confortável!

Beto me levou para todos aqueles lugares que ele descreveu em seu blog (
www.nooutrolado.blogspot.com) e foi muito carinhoso comigo (como sempre foi). Estamos em lua-de-mel! Essa é a nossa primeira viagem para um outro país juntos e a nossa primeira viagem onde NÂO dormimos em barracas rsrsrs. Brincadeirinha... Já fomos para Fernando de Noronha... E daí pra frente foram muitos beijos, abraços, carinhos e... papos sérios sobre a vida depois dos trinta rsrsrs.

O PAÍS E AS PESSOAS

Assim que cheguei, achei tudo muito bonito, limpo, organizado e... verde! Fomos direto para o centro e, como eu já sabia, me senti um pouco no Japão (ou na Koréia, China, Tailândia...). Isso por causa da quantidade de asiáticos nas ruas. Também tem muito indiano. Mas o mais legal é a diversidade fashion/urbana! Não canso de olhar! Os japoneses com os seus cortes de cabelo desfiados, coloridos, cacheados... (sempre tentando se diferenciar da mesmice dos seus cabelos pretos e lisos) e com as suas sobreposições de roupas são os meus favoritos! Depois vem os poucos punks e a galera rock’n’roll. Muita gente com piercings, e tatuagem é a coisa mais normal do mundo! A cada três pessoas, uma tem tattoo! Será que tem a ver com a cultura Maori e daí as pessoas se empolgam?

O TEMPO

Em dezembro é verão no hemisfério sul, mas o verão daqui é friozinho (entre 23ºC e 10ºC) pelo menos agora e para mim. Tem um sol forte e vento frio. Quentinho no sol, friozinho na sombra. Pessoas friorentas como eu conseguem usar jeans e mangas compridas durante o dia e à noite um casaco mais grosso. Claro que você vê muita gente, principalmente as hiper-fashion japonesas, de pernas e braços de fora, mesmo à noite, e usando sandálias de dedo também! Uns loucos!

A COMIDA

Eu acredito que viajar para outro país implica em fazer parte da sua cultura, nem que seja por um tempo. Então eu e Beto estamos comendo como os Kiwis
[1], que é parecido com o que eu vivenciei na Alemanha e Estados Unidos: café-da-manhã básico (frutas, cereal com leite, iogurte, café, torradas), fast food no almoço (sanduíches, kebabs[2], sushis[3], tacos, burritos) e slow food no jantar, o que é algo parecido com o almoço do Brasil, só que aqui o frango já está cozido e temperado, o arroz é um pacote que vai direto ao microondas, a salada é um saquinho de folhas lavadas com um molhinho, etc. Macarrão se faz do mesmo jeito (por sinal, Beto é o cook) mas o molho é pronto! Essas coisas são também vendidas no Brasil, eu sei, a diferença está na quantidade de opções que encontramos aqui!

[1] Kiwi = nascido na NZ, pássaro típico daqui, aquela fruta que todo mundo conhece! [2] Kebabs são os “burritos da Turquia”! [3] O sushi está para o kiwi como o acarajé está para o baiano.

OS BACKPACKERS

Quem viaja pela Nova Zelândia geralmente fica em backpackers (albergues) onde há muita diversidade cultural, com pessoas de vários países fazendo suas comidas típicas numa mesma cozinha, dividindo o quarto e o banheiro.

Os quartos compartilhados são bem mais em conta. Pode-se dividir com até mais de vinte pessoas, mas há quartos para quatro, seis, etc. Aí é só multiplicar as entradas e saídas, as chegadas de madrugada, os alarmes para acordar cedo, os roncos, os espirros ou as tosses, as roupas espalhadas, as toalhas penduradas pelo número de ocupantes do seu quarto! Tem quartos só para meninas (o X Base chama de sanctuary), mas no geral é misto mesmo. Quando a gente achava o preço do double parecido com o do shared room, a gente optava por ter um quarto só pra gente.

As cozinhas sempre têm panelas, utensílios, pratos, talheres, temperos e uma free food shelf, onde os hóspedes podem deixar as comidas que não querem mais, quando já estão voltando de viagem e sobrou comida, por exemplo. Eu e Beto sempre dávamos uma olhadinha nas free food shelves dos backpackers onde ficávamos. Já conseguimos um pacote de queijo inteiro e dentro da validade!




AS TRILHAS

Fazer trilha na Nova Zelândia é muito bacana, porque é tudo seguro e bem sinalizado. Você sabe quanto tempo leva para ir e voltar e quantos metros tem o caminho. Daí é só seguir as plaquinhas do DOC (Departament of Conservation) que são verdes com as informações em amarelo.

Em algumas trilhas você vê crianças (e até bebês de colo naquelas mochilas com cadeirinhas) e pessoas idosas. Muitas delas me impressionaram pela disposição e tamanho da mochila!

Quando as trilhas são maiores, as pessoas vão muito bem preparadas. Aqui se encontra praticamente tudo o que um tramper (trilheiro) sempre sonhou! Com bons preços e qualidade excelente. De repelentes em spray com filtro solar e bandanas (com instruções de uso para ser lenço de cabeça para proteger do sol e até tipóia para um braço quebrado!) até barracas para toda a família (montadas em miniatura dentro da loja!) e sleeping bags que suportam uns 15ºC negativos! Tem um gel que ao ser aberto aquece suas mãos ou partes do corpo contra hipotermia, cobertores bem fininhos de alumínio que valem mais do que muitos lençóis, etc. Eu e Beto ficávamos loucos ao entrar nas lojas. Mas nosso dinheiro só deu para comprar um talher que é colher, garfo e faca ao mesmo tempo... Brincadeirinha, não podíamos deixar de comprar uma barraca, uma mochila, uma lanterna Meglite e sleeping bags que se casam! E... saímos correndo para não comprar a loja toda!




O ALUGUEL DO CARRO

Nossa viagem aconteceu em um período bastante complicado, porque era época de Natal e Ano Novo! Daí não achamos carro para alugar em Auckland. Passamos uma manhã ligando para os 0800 e nada! Então decidimos mudar nosso plano de viagem: ao invés de dirigir de Auckland (ilha norte) para Queenstown (ilha sul) e voar de volta para Auckland, voamos logo para Queenstown, porque conseguimos alugar um carro lá.

Alugamos pela internet e conseguimos um preço até melhor (NZ$35.00/dia). Depois descobrimos que havia carros para alugar em Auckland pela internet, mas não pelo 0800!

Fica a dica: é melhor alugar carro pela internet e também vale mais a pena alugar por todo o período da viagem, porque você consegue um desconto maior.



ROAD TRIP

A melhor opção para conhecer a Nova Zelândia é mesmo de carro. Tem gente que chega até a comprar um só para viajar e depois vender, porque carro aqui é muito barato!

Uma outra opção que se vê muito por aqui são as campervans. Uma versão bem simples dos trailers grandões. São carros (modelo grande) adaptados para transformar seu espaço interno em quarto e cozinha! Só que é mais caro que alugar um carro simples, apesar de economizarmos na hospedagem, já que dormiríamos no próprio carro.



Então ficamos com o nosso Toyota todo branco que mais parecia um taxi...

Dirigir na Nova Zelândia, apesar de ser na mão inglesa, é muito fácil e tranqüilo. As estradas são muito boas e bem sinalizadas. Também não tem muito fluxo de carros e as pessoas dirigem tão tranquilamente que encostam o carro para você ultrapassar!

De tempos em tempos você vê as placas do DOC sinalizando os lookouts (mirantes) ou placas de estrada mesmo, apontando para picnic areas, banheiros (limpos, com papel higiênico e de graça), etc.

A gente parava quando queria e, muitas vezes, sem nem saber exatamente o que iríamos encontrar nos lookouts! Quando estávamos com fome ou cansados parávamos em uma picnic area onde achávamos mesinhas com bancos e, na maioria das vezes, uma grama verdinha para tirar um cochilo. Pois é... Todo mundo aqui dorme na grama! Um dia a gente encostou o carro para um cochilo e, logo atrás, um senhor fazia a mesma coisa, só que ele tirou um colchão e colocou ao lado do carro! Já deu pra perceber que a criminalidade aqui é zero, né?

Vimos muitos coelhinhos atropelados e passarinhos suicidas nas estradas! É que esses passarinhos gostavam de dar rasantes no pára-brisa do carro! As estradas são muito floridas e com cenários maravilhosos de montanhas, muitas com os topos cobertos de neve, lagos, rios e cachoeiras.

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

OLHE! EU ESTOU AQUI!




"Reencontrar a criança dentro de nós, aquela criança que nós fomos e que, de certa forma, ainda somos, é a experiência mais emocionante que possa existir. É, também, a experiência mais curativa, já que esta criança é a nossa alma, o que temos de mais precioso, o sentido da nossa vida, o tesouro escondido no peito. Podemos viajar milhares de quilômetros em sua busca, e não vê-la. Podemos passar por diversos processos terapêuticos profundos, e não encontrá-la. A ascese espiritual, talvez,nos afaste mais ainda dela. E, no entanto, ela está lá, o tempo todo, tristemente observando tudo, talvez desesperada, talvez em pânico, quem sabe...? Muda. Muda? Certamente ela não utilizará nossas palavras tão eruditas e racionais. Não. Ela expressa seu protesto em nosso corpo, destrói nossa vida em atos deliberados de pura sabotagem. OLHE! EU ESTOU AQUI! Nas entrelinhas de nossa conversa vazia, nas metáforas doídas de nosso corpo cansado. A preciosidade maior, a luz de nossa vida. Ela está lá, esperando, onde o tempo não importa, congelada, travada e travando. É preciso ir a ela. Reconquistar sua confiança. Falar-lhe em termos que ela possa compreender. Estender-lhe a mão para que ela possa ver que o tempo passou, e que sobrevivemos. Ela mesma encontrará a saída. Não mais nos atormentará. Para que? Seguiremos juntos, de mãos dadas, a doce trilha da liberade." Miklos Burger, 1996.
Na semana do meu aniversário, eu pedi de presente a minha mãe a vivência da Cura da Criança Ferida, que é baseada na Terapia da Metáfora do David Grove. E para vocês que ficaram tocados pelo que Burger escreveu e querem saber mais um pouquinho sobre essa experiência linda que eu tive durante esses quatro dias, eu recomendo um filme "água com açúcar" do Bruce Willis chamado The Kid (Duas Vidas). Mas vocês precisam assistí-lo não como uma sessão da tarde, mas procurando entender o estado psicológico do personagem de Willis.

Quarta-feira, 15 de Outubro de 2008

Minhas “amizades”


Estou em uma fase em que Tony Soprano é o meu melhor amigo!! Mas tenho algumas conhecidas no Upper East Side (só não confio muito nelas). Elas são bem mais jovens do que eu, mas aprontam muito! Já fizeram coisas que até eu me assusto! Também já tive quatro grandes amigas em Manhattan, só que nunca mais nos vimos e eu terminei sendo apresentada a outras três, mais maduras, mais centradas, muito bem sucedidas e sem ter a vida girando em torno de homens... Ah! Esqueci de contar! Fiz amizades pela Califórnia também (pois é... de uma costa à outra!), mas ainda estamos nos conhecendo... Não sei até onde isso vai dar...

Segunda-feira, 15 de Setembro de 2008

ABBA - 1974 Honey Honey

Não falei que nasci na época errada? 1974 foi o ano em que eu nasci.

Domingo, 14 de Setembro de 2008

Mamma Mia!

Estava contando nos dedos os dias que faltavam para a estréia de Mamma Mia! O filme é uma adaptação do musical da Broadway que eu por pouco não vi em Nova Iorque. Só pelos artistas vale muito à pena: Meryl Streep, Colin Firth (que eu adoro!), Pierce Brosnan, etc. Mas tem de gostar de musical e tem de gostar do ABBA! Porque o filme é uma comédia-musical contada através das músicas do ABBA! Eu acho que nasci na época errada...


Mamma Mia! conta a história de Sophie, a lidíssima Amanda Seyfried, que quer conhecer seu pai, mas existem três possibilidades (porque sua mãe, Donna, interpretada pela maravilhosa - e que sabe cantar! - Maryl Streep, transou com três homens na mesma época. Na mesma hora não... Na mesma época... rsrsrs). Seus pais podem ser o Harry Bright (Colin Firth), o Sam Carmichael (Pierce Brosnan) ou o Bill Anderson (Stellan Skarsgård, um pouco menos conhecido).
Sophie, apesar de muito jovem, quer muito se casar. Na minha opinião, porque dessa forma ela tem uma “desculpa” para convidar seu(s) pai(s) para levá-la ao altar. Então ela manda os três convites, sem sua mãe saber de nada, na esperança de, ao vê-los, saber logo quem seu pai é.


A história se passa na Grécia. O cenário é lindo, claro, e o filme, engraçadíssimo! É impossível assistir ao filme sem querer cantar ou dançar. Eu me mexia como pude na minha poltrona, tendo o cuidado de não incomodar meus vizinhos... E cantar? Cantava bem baixinho... Mas confesso que não dá pra segurar! Eu fui ao banheiro cantarolando e não tava nem aí!! E o mais engraçado foi que enquanto eu estava cantando no banheiro, tinha uma garota ao lado fazendo a mesma coisa! Estou dizendo... É contagiante! E eu quero vê-lo muito mais vezes! Até comprar o DVD e poder cantar bem alto! Se bem que eu já sai colocando o ABBA no som do carro, no laptop, no apartamento...

Mamma mia, here I go again… My my, how can I resist you?